Para defender o tio, Otávio Trad diz que “assédio sexual não é crime”

  • 05/08/2022 00:37
A repercussão negativa das denúncias contra o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad tem causado sérios problemas ao grupo político do pré-candidato do PSD ao governo do Estado. Na sessão de terça-feira (2), o vereador Otávio Trad, líder do PSD na Câmara Municipal, afirmou que não se pode admitir que “assédio sexual seja considerado crime”.
 
Ao utilizar a tribuna para defender o tio, o vereador disse, textualmente: “Agora, imputar questões pessoais, como se assédio fosse estupro e até mesmo questões criminais, nós não podemos admitir”
 
Embora advogado, Otávio desconhece a função institucional de um prefeito ao tentar dissociar os problemas pessoais do primo, de extrema gravidade, com a função pública que Marquinhos ocupava à época, de grande relevância, cujas ações causam impacto direto à administração municipal.
 
As denúncias contra o ex-prefeito, além de praticamente sepultar a pré-candidatura ao governo, põe em risco a reeleição de Fábio Trad a deputado federal e a eleição de Otávio como deputado estadual. Tios e sobrinho são filiados ao PSD.
 
Histórico de descontrole
 
Otávio Trad é presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa e, segundo relatos do Jornal da Cidade Online, tem histórico de descontrole emocional e de brigas constantes com a esposa.
 
Em setembro de 2016, teria tido explosão de fúria depois de brigar com a mulher. O fato ocorreu em 4 de setembro daquele ano, no condomínio Garden Chácara Cachoeira. Relatos colhidos pelo site, à época, mostram descontrole do vereador, que concorria à reeleição.
 
O jornal relatou: “Segundo vizinhos, o vereador teve forte discussão com a esposa e deixou o condomínio correndo. Voltou horas depois, visivelmente abalado. Ele chegou à porta de um apartamento, que não era o seu, e chamou por diversas vezes a esposa. Não sendo atendido, quebrou a porta aos chutes e entrou…”
 
Otávio desconhece a função institucional de um prefeito ao tentar dissociar os problemas pessoais do primo com a função pública que ele ocupava à época
 
O site afirmou, à época, que “tudo foi gravado pelas câmeras do condomínio, que assumiu o prejuízo e brecou a divulgação das imagens, solidarizando-se com a campanha à reeleição de seu condômino”.
 
O vereador Otávio Trad, segundo versão do jornal, se manifestou dias depois por meio das redes sociais. Negou que tenha chegado em casa alterado e quebrando portas e ameaçou processar quem noticiasse o episódio.
 
 

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