Falta de gestão na saúde de Costa Rica prejudica população carente
- 10/12/2008 20:09
Quatro anos se passaram e administração municipal de Costa Rica não conseguiu oferecer o atendimento básico de saúde com dignidade para a população nos PSFs (Programa de Saúde da Família) ou postos de saúde como e mais conhecido pela população. Os pacientes são obrigados a chegarem de madrugada, nem sempre são atendidos. Outro problema enfrentando por quem depende da saúde pública é a falta de médicos: como no Posto da Vila Nunes, o profissional foi embora da cidade a cerca de duas semanas, os pacientes estão sendo encaminhados para unidade central.
O Hora da Notícia esteve na manhã desta quarta-feira (10) no Posto Vale do Amanhecer, onde concentração de pessoas e de cerca de 3 mil pessoas. Um cartaz afixado na parede informa que na quarta-feira serão atendidas só gestantes no período da manhã. O médico só atende outras patologias no período da tarde, os pacientes que chegaram às 4:00 horas tem duas opção: voltarem no período da tarde ou serem encaminhados para o Posto Central, mas são obrigados a se virar para chegarem até o local encaminhado. No posto do Vale mais de 20 pessoas aguardavam atendimento, só sete gestantes apareceram para consultar conforme informou a recepção.
Duas senhoras moradoras em fazendas na região de Costa Rica que necessitavam de atendimento foram orientadas a voltar à tarde. Zulmira Justina, moradora em uma propriedade rural distante cerca de 100 km, chegou ao posto às 5:00 horas não foi atendida e precisava voltar para a fazenda. Outra que reclamou foi Maria dos Anjos, moradora em fazenda, retornava ao médico para mostrar exames solicitados, ela teve que ir a Campo Grande para fazer os exames e precisava voltar para a fazenda, “já estou a três dias aqui”.
O que chamou atenção foi o fato de Maria estar acompanhada da filha que também precisava apresentar os exames ao médico, mas foi informada na recepção que só é atendida uma pessoa de cada família por dia.
No Posto Central onde a concentração de pacientes é maiores, uma única médica atende as consultas. O médico pediatra está de licença e só retorna no dia 16 de dezembro. A medica ginecologista atende 12 consultas agendadas por dia. Nessa unidade um único profissional da saúde atende mais 40 consultas por dia. Foi apurado que na segunda e terça-feira (8 e 9) o tumulto foi geral, esgotaram as fichas de atendimento.
Ainda no Posto Central o Hora da Notícia encontrou Maria Aparecida da Silva, moradora do Vale que foi a unidade de saúde com muita dor na coluna às 04:00 horas para conseguir consulta, às 7:00 recebeu a informação que só atenderia gestantes. Foi encaminhada para a Fundação Hospitalar onde uma enfermeira aplicou uma injeção e ela foi encaminhada para o Posto Central. Por volta das 08:15 horas ela aguardava atendimento. “Estava com muita dor e cheguei aqui arrastando a perna, vim de bicicleta”, disse Maria.
Outro problema nas unidades e o atendimento odontológico. Consultas marcadas para esta quarta-feira no Vale do Amanhecer não foram atendidas, e os pacientes saíram reclamando que perderam um dia de trabalho. O posto não dispõe de um sistema para comunicar os pacientes do cancelamento da consulta. No posto da Vila Nunes um outro profissional substitui o dentista que esta de licença.
Palavra do secretário de Saúde:
O Hora da Notícia foi até o gabinete do secretário Nilton Sergio Carneiro, para saber dele que providencias estão sendo adotas para resolver a desestrutura da saúde no município de Costa Rica. Mas o importante secretário mandou dizer pela recepcionista que não iria dar entrevista para o Hora da Notícia.
Hora da Notícia

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