Falta de investimento na estrutura policial deixa a população de Costa Rica insegura

  • 12/08/2008 23:52

A segurança pública em Costa Rica mostrou sua fragilidade no decorrer dessa última semana. Uma polícia desestruturada, sem viaturas, material humano, armamento, logística e até mesmo informações. Esse foi o quadro que veio a tona durante o assalto do último dia 04 de agosto às agências do Banco do Brasil e HSBC, onde os dois comandantes da Polícia Militar foram tomados como reféns pelos bandidos, e levados a humilhação pública. A desculpa do prefeito da cidade é a de que ele não é o responsável pela segurança e que não havia o que se fazer a não ser colaborar com os marginais (Estado paralelo), o que se tornou uma boa desculpa para quem deveriam investir recursos do município é cobrar do Estado para que cumpra sua obrigação.



A população está assustada, amedrontada, sem saber ao certo a quem recorrer: se ao prefeito, aos vereadores ou ao governador. Essa população começa a perceber que os políticos estão alienados, só pensando em si próprio ao invés de buscarem soluções para a decadência da segurança no município. Pior, na última quarta feira (06) durante um comício com a presença de dois deputados estaduais que só elogiaram o prefeito passando a impressão que não haviam sido informados do assalto ocorrido na cidade. Nenhum candidato falou do episódio e muito menos expôs seus plano para amenizar o sofrimento dos moradores que recolhem impostos altos.



O prefeito Waldeli dos Santos Rosa (PMDB), falou ao site Hora da Notícia e foi categórico ao afirmar: “não tenho responsabilidade com a segurança publica”. Sem perceber que ele, como chefe do executivo, é responsável pela implantação do desenvolvimento e deveria ter se preocupado com o planejamento na área de segurança e saúde que estão deteriorados.

A prefeitura repassa para o Conselho Municipal de Segurança uma migalha de R$ 1.500 para a sobrevivência da estrutura policial. Durante o assalto de segunda-feira policias tiveram que usarem carros particulares emprestados por pessoas da cidade para saírem na perseguição aos bandidos. A prefeitura dispõe de carros que são usados para a fazeres particulares de pessoas ligadas ao poder. O gabinete possui uma camionete Hilux 3.0 D 4 D 4 X 4 turbo de última geração, que poderia muito bem ter sido cedida aos policias. Como o prefeito diz “não ter responsabilidade com a segurança pública” deixa a população a mercê da própria sorte.



A prefeitura dispõe de um orçamento de quase 40 milhões de reais; o prefeito que diz não ter responsabilidade, poderia muito bem ser parceiro e destinar quem sabe R$ 15 mil, como o município de Chapadão do Sul faz todos os meses.



O prefeito assumiu no ano de 2000 e a estrutura de segurança continua a mesma. Quando ele tomou posse a população era de cerca de 16 mil pessoas, hoje o IBGE registra uma população de mais de 18 mil, sem contar a população flutuante que veio com o desenvolvimento desestruturado.



Na segunda feira (04) enquanto sete homens dominavam a cidade, o prefeito Waldeli participava de uma passeata na Avenida José Ferreira da Costa em pleno horário de expediente convidando os comerciantes para inauguração de comitê político, quando deveria estar em seu gabinete trabalhando para fazer jus ao salário de R$ 12.6 mil que recebe todos os meses e mais as benesses do poder.



Waldeli para tentar eximir de seus atos de responsabilidade vai acumulando registro de boletins de ocorrências e ações na justiça na tentativa de intimidar o jornalista Fernando França .

(Hora da Notícia).



























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